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Caymmi, um pedaço do Brasil
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O ministro da Fazenda, Guido Mantega, proclama que, só em janeiro, o superávit das contas públicas (Tesouro Nacional, INSS e Banco Central) já somou 13 bilhões 906 milhões de reais poupança, mais da metade dos 18 bilhões de juros que devem ser pagos em todo o primeiro quadrimestre de 2010.
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| 26/02/10 | |
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O governo israelense não tinha se manifestado, até as 18 horas de ontem (hora local), mas a Suprema Corte da União Europeia decidiu: o que é produzido nos assentamentos israelenses não se qualifica como produção de Israel que é beneficiada com livre entrada no mercado da EU.
Foi Brita, empresa alemã que se tornou famosa pela técnica de purificar água tanto para uso doméstico como industrial que provocou o caso. Ela importa equipamentos de purificação e xaropes de frutas para a produção de refrigerantes da empresa Soda-Club que opera em Mishor Adumin, um de dez centros industriais instalados em assentamentos israelenses na Cisjordânia. São áreas qualificadas de terras ocupadas. Brita informou a alfândega alemã que eram produzidos em Israel.
Acordos existentes isentam de taxas e impostos nos 27 países da União Europeia produtos importados de Israel e da área sob a administração da Autoridade Palestina, mas tais acordos excluem produtos de empresas israelenses fabricados na Cisjordânia.
O funcionário da alfândega alemã resolveu desconfiar da informação de Brita e precipitou a investigação. O governo alemão pediu esclarecimentos ao governo israelense que respondeu que eram produzidos em área da responsabilidade de Israel, porém, segundo se afirma, sem qualquer referência a ser em área ocupada. A alfândega decidiu taxar as importações e a empresa alemã recorreu á Justiça. O caso chegou ao Supremo devido a recurso de Tribunal de Hamburgo, Alemanha, pedindo esclarecimentos sobre o alcance dos acordos,
A Corte de Justiça da União Europeia respondeu que Israel e Autoridade Palestina têm acordos separados com a Europa. Israel tem os direitos de livre entrada para manufaturados em seu território. A Autoridade Palestina goza de iguais privilégios. Já empresas israelenses instaladas nos segmentos da Cisjordânia considerados territórios ocupados não são reconhecidos como de Israel, logo, devem pagar todas as taxas e impostos.
Não consegui no fim do dia acesso a valores ou estimativas do valor da produção de empresas israelenses que operam nos territórios ocupados e que são exportados. Não vai ser fácil. Mas a decisão do tribunal europeu equivale a afirmar ou reafirmar que as atividades israelenses na área ocupada desde conquista na Guerra dos Seis Dias de 1967 não são legais pela lei internacional. E os produtos vão desde máquinas simples a equipamentos de alta tecnologia que, mantida a decisão, perdem sua competitividade. São muitos milhões de dólares afetados.
O processo de Brita corria há meses. Mas o resultado coincide com fase de esfriamento de relações entre a UE e Israel devido o caso do assassinato do líder do Hamas, com equipe se utilizando de documentos europeus, segundo denúncia do governo de Dubai, pequeno estado árabe, situado no Golfo Pérsico.
Mas a decisão relativa à importação de simples produtos tende a repercutir e influir sobre a questão do futuro dos assentamentos de cerca de 350 mil israelenses nos territórios ocupados, que são pedregulhos no caminho de negociações de um fim do conflito israelense-palestino. Foi uma alta Corte que qualificou a ilegalidade de um produto e, por extensão, de todos os demais ali fabricados.
(*) Nahum Sirotsky é correspondente de Zero Hora no Oriente Médio e colunista do portal “Último Segundo”.
Carlos Brickmann
Marisa Martins Hädrich| 03/05/10 | |
Neide Archanjo
Alegra-me este setembro
com rosto de agosto:
céu plúmbeo ventos arados
algumas chuvas crescendo
figos úmidos e brandos e afáveis
mais estes insetos em bonança
gordos gatos.
Deus sorri
e deslocam-se ângulos
presenças
estados de espírito.
Renascem lembranças.
No corpo
o pássaro da pele
emplumado canta.
| 03/09/10 | |
Josef Barat (*)
Ampla matéria do Estado (Brasil tem 34,8 milhões de pessoas que vivem sem coleta de esgoto, 21/8, A25) abordou o retrato desolador da infraestrutura sanitária no Brasil, segundo pesquisa divulgada pelo IBGE. Fica claro que a tão decantada 8.ª economia do mundo não consegue oferecer a grande parte de seus cidadãos a cobertura necessária de serviços de esgotamento sanitário, tratamento e disposição (continua...)