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Caymmi, um pedaço do Brasil
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Com todo o respeito a quem pensa o contrário, o conto da Bancoop não é gelo requentado, mas bomba de muitos megatons. Em troca de impunidade, o fraudador financeiro Lúcio Funaro entregou a “maracutaia”, como falava o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na Era da Honestidade. Tem ali trampolinagem de todos os tamanhos e para todos os gostos, sob o comando de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT, com envolvimento de José Dirceu e Delúbio Soares . Frases do escritor Ignácio de Loyola Brandão, em carta à revista Veja: “(...) velhos que jogaram tudo que tinham economizado, sacaram fundo de garantia e ficaram sem nada (...). O apartamento que comprei não saiu do 7º piso da Rua Bela Cintra em São Paulo. Continuo a receber boletos me cobrando quantia semelhante à que coloquei no saco sem fundo da Bancoop. Sou ameaçado não de despejo, mas de processo, de penhora de bens”.
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| 15/03/10 | |
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A cobertura sobre visita do Lula impressiona. A este pequeno pais chegam todos os dias chefes de governo, ministros, as maiores personalidades. Com raras exceções recebem mais do que algumas linhas ou passam despercebidos.
A entrevista de Lula ao Haaretz saiu na primeira página, tanto na edição em hebraico e inglês, deste que é o principal jornal de economia e finanças de Israel. Sugiro que Lula não se arrisque a dar um passo que seja como anônimo, pois não será possível. Lula é o que se chama de acontecimento, mesmo antes de acontecer.
Oswaldo Aranha, político e diplomata brasileiro, foi quem, presidiu a Assembleia Geral Especial das Nações Unidas em Nova York, em 1947 e bateu o martelo na aprovação da partilha da Palestina, em um estado judeu e outro, árabe.
Em 1948 nasceu Israel. O Estado Palestino ainda não foi proclamado. O Brasil, um dos primeiros países a reconhecer o Estado de Israel, manteve seu apoio à ideia de um estado palestino.
As relações entre Brasil e Israel podem ser qualificadas de muito boas. Israel, graças á diplomacia brasileira, é o primeiro país a firmar acordo com o Mercosul. Lula será o primeiro presidente brasileiro a visitar Israel, o primeiro a discursar no Knesset, o Parlamento israelense de 120 representantes, cujo presidente dirige as sessões com o martelo usado por Oswaldo Aranha para presidir a sessão da partilha, coisa pouco sabida. Ele será, também, o primeiro presidente brasileiro a visitar a Autoridade Palestina, esboço do que há muito se espera se transforme em governo do Estado Palestino independente e com a qual também firmou acordo com o Mercosul. É visita eminentemente política.
Previa-se que Lula chegaria com israelenses e palestinos retomando as negociações, que incluirão o traçado da fronteira entre Israel e a região onde será proclamado o Estado Palestino. Mas, aconteceu o que o parlamentar e general da reserva Mofaz qualificou de erro estratégico. Inúmeros e diferentes pedidos de desculpas foram apresentados pelas mais altas autoridades israelenses ao vice-presidente norte-americano Joe Biden, dos Estados Unidos, que visitava a região para dar sua contribuição à paz. A grosseria de uma autoridade pequena, impensado ou não, mudou tudo. Anunciou construções de casas israelenses em zona disputada de Jerusalém pelos palestinos. A suspensão de construções em territórios qualificados de ocupadas é condição sine qua non para se voltar a negociar. Optara-se pelo modo da proximidade, conversações indiretas. É como serão, espera-se.
Choques entre forças de segurança israelense e combinação da esquerda israelense e palestinos já aconteceram. Podem acontecer outros. Paga-se caro por burradas políticas.
A secretária de Estado Hillary Clinton manifestou sua frustração a Bibi Netanyahu, chefe do governo de Israel, O ato israelense pôs em duvida a retomada de conversações. Em entrevista a CNN, Hillary qualificou a atitude de “insulto aos Estados Unidos”. George Mitchel, o negociador americano, foi a Ramalá, capital da Autoridade Palestina, para levar a Abu Mazen a garantia de que Israel suspenderá o programa. Abu Mazen não aceitou as desculpas do chefe de governo israelense por telefone. Quer por escrito, preto no branco. O Quarteto – Estados Unidos, Rússia, União Europeia e Nações Unidas – condenou Israel.
O ambiente aumentou as expectativas do que Lula terá a dizer no Parlamento. A entrevista concedida ao Haaretz foi uma prévia. Não coincide com o pensamento israelense.
Lula diz que a situação no Oriente Médio é cada dia mais difícil, mas que sendo homem do diálogo, “acredita que pelo diálogo podemos resolver todos os conflitos que parecem hoje de impossível solução,” Lula é citado como declarando que “novas ideias são necessárias para resolver as questões do Oriente Médio, inclusive a israelense-palestina”.
“Os conflitos regionais não são bilaterais e outros interesses precisam ser representados de forma a que se possa resolvê-los. O Irã é parte disso, e alguém precisa falar com eles”, foram afirmações que também receberam destaque.
Lula planejou a visita de forma a passar o mesmo tempo em Israel, Palestina e Jordânia: um dia e meio. Prevê-se que seu pronunciamento deixe implícito que ele considera que o Brasil, que tem excelentes relações com todos os atores dos conflitos da região, é o país que pode falar com todos.
Lula é o personagem sem marcas e compromissos com o passado. O pacificador ideal. Aquele que falará com o Irã que visitará em maio exatamente num momento em que os americanos se empenham em promover um programa de duras sanções ao Irã para que desista de se transformar em potencia nuclear E aconselhando a que não se tente encostar o Irã na parede.
Em Nova York preveem que o Brasil votará contra as sanções ou se absterá. No Conselho de Segurança ao lado da Turquia e Líbano. Um texto da Agência Reuter, de 11 de março, diz que isto pode até reduzir as chances do Brasil subir a membro permanente do Conselho de Segurança, ambição brasileira, se surgir a oportunidade.
Hillary declarou à CNN que as sanções ao Irã “devem ter dentes”. Após ressalvar que até recentemente os membros do Conselho concordavam com isso, mas agora, alguns dos membros permanentes e rotativos acreditam que possam persuadir o Irã, ela foi incisiva:
“Respeitamos o compromisso deles com diplomacia. Mas creio ter chegado a hora da Comunidade Internacional mostrar que a linha da diplomacia pode levar a uma corrida armamentista no Oriente Médio e a um conflito.<Não é um bom caminho.”
A entrevista de Hilary, por coincidência, aconteceu logo depois da visita ao Brasil e ao erro israelense no caso de Jerusalém. Aumentou a curiosidade em torno de Lula que chegou ontem e é acontecimento de interesse internacional,
(*) Nahum Sirotsky é correspondente de Zero Hora no Oriente Médio e colunista do portal “Último Segundo”.
Carlos Brickmann
Marisa Martins Hädrich
Marli Gonçalves| 07/03/10 | |
Sergio Faraco
Essa Cláudia de quem falo, por causa dos gregos, era repetente, e a mãe dela vivia se queixando para a minha: "Ai, a Cláudia". E não era só a mãe. Professores, colegas, bastava alguém mencioná-la e todos suspiravam: "Ai, a Cláudia". Porque ela era muito esquecida, tonta, e se não conseguia guardar nem os nomes das cidades gregas, como poderia lembrar-se de algo como "Viajante, vai dizer em Esparta (continua...)
| 15/03/10 | |
Cesar Maia (*)
Um desenho que representasse uma campanha eleitoral deveria ser uma curva quase horizontal em sua parte inicial e que iria crescendo progressivamente, tornando-se quase vertical, num ângulo de 60 graus, nos últimos 15 dias de campanha. O "produto" eleitoral tem uma característica única: se leva ao mercado num dia só, das 7h às 17h. Se não servir, só poderá ser reapresentado ao mercado 4 anos depo (continua...)