O mundo das marcas remete continuamente a sonhos, imagens e ideias sobre estilo de vida, ambiente, lar, família, boa alimentação, casa, oportunidades, segurança, conforto, fácil comunicação (automóveis, Internet, telefonia), lazer e férias. (continua...)
Serra anuncia que é candidato à Presidência - novidade que até as olheiras de Sua Excelência já conheciam há meses. Dilma faz campanha antes do prazo legal - novidade que até as garças que vivem nos jardins palacianos já se cansaram de descobrir. O mais divertido é Ciro, que não veio para explicar, mas para confundir. O problema é que a movimentação de Ciro, o anúncio de Serra, a campanha de Dilma são notícia todos os dias. A mesma notícia, nos mesmos termos, com as mesmas dúvidas e indagações, as mesmas análises. Eta, campanha mais chata!
Falar a verdade, que é bom, isso se evita ao máximo. Dizem que Aécio dará votos a Serra se for seu vice. Jô Soares tinha um personagem ótimo que não queria ser vice: não existe nenhuma ponte, nenhuma estrada, com o nome "vice Fulano". Nem se vota em vice: o vice faz parte da chapa. Responda rápido: quem foi, durante oito anos, o vice de Fernando Henrique? Serra faz tanta questão de ter Aécio como vice só para garantir que não será traído por ele. Serra sabe: em 1992, como candidato à Presidência, teve mais punhais nas costas do que votos.
Da campanha antecipada de Dilma também não se diz o óbvio: quando alguém se define como candidato, entra automaticamente em campanha, sem esperar que algum cuco eleitoral lhe sopre a hora certa. Aí, como a campanha é proibida, toca a inaugurar pedra fundamental e assistir a batizado de boneca. A lei está errada, engessa a disputa. Mas mudar a lei, não: já pensou se isso tira voto?
Político, como jogador de futebol, não muda a frase. Tudo chato, muito chato.
Pois é
Fala-se no nome do amazonense Arthur Virgílio, líder do PSDB no Senado, que enfrenta dura batalha para a reeleição, como possível vice de Serra. Este colunista promete comentar a notícia assim que parar de rir.
A hora do Rio
Preste atenção no Rio: a cidade deve dar um salto econômico, puxado por acontecimentos turísticos. No ano que vem, há os Jogos Militares e o congresso internacional da ICA, Associação Internacional das Pedras Preciosas; em 2012 o Rio + 20 (evento mundial sobre meio-ambiente); em 2013, a Copa das Confederações; em 2014, os jogos mais importantes da Copa do Mundo; em 2016, os Jogos Olímpicos. A Associação Comercial acredita em novos 100 mil empregos.
A guerra de Pinda
Pindamonhangaba, agradável cidade de 150 mil habitantes no vale do Rio Paraíba, está-se transformando no centro da disputa eleitoral pelo Governo paulista. O ex-governador Geraldo Alckmin, provável candidato do PSDB, é de Pinda, e já foi prefeito da cidade. Ciro Gomes, que parte do PSB gostaria de ter como candidato, fez carreira política em Sobral, no Ceará, mas nasceu em Pinda. E Paulo Skaf, plano B dos socialistas caso Ciro não queira ser candidato, tem fazenda em Pinda - e uma das histórias que gosta de contar é que, de manhã, passa algum tempo olhando a paisagem. Em seguida, sai de bicicleta e fica feliz ao sentir-se parte daquela paisagem de que tanto gosta.
Quem passa mais tempo em Pinda, hoje, é Skaf, que não nasceu lá. Adora fazer parte da paisagem. Alckmin vive em São Paulo (mas o prefeito está em sua coligação e a vice é de sua família). Já Ciro talvez nem saiba por qual estrada pode chegar à sua cidade natal (a gente ajuda: a mais direta é a Via Dutra).
Duda sim, Duda não
Ricardo Viveiros, da Assessoria de Imprensa da Fiesp, corrige nota desta coluna e diz que a empresa Duda Propaganda não está na federação: seus serviços se encerraram em setembro. Esclarece também que esta empresa de Duda não atende contas políticas, mas só empresas e instituições. "A empresa dele que trabalha política é outra". Vamos corrigir, então, mas Ciro Gomes (ou Paulo Skaf) querem esta outra empresa de Duda para fazer a campanha ao Governo paulista.
Vinte anos depois
Rosane, antiga esposa do ex-presidente Collor, acaba de ser multada pelo Tribunal de Contas da União por ter permitido superfaturamento na compra de alimentos (dos quais parte se deteriorou) ao dirigir a Legião Brasileira de Assistência. A multa é de R$ 1.800, em valores da época (será preciso calcular a correção monetária). Mas isso é o de menos: o fato é que Rosane ocupou o cargo há 20 anos e só agora o julgamento do TCU foi concluído. Justiça que tarda, falha.
Senhora sua genitora
Preocupado com a violência nos estádios de futebol? Não sabe como evitar que as torcidas marquem encontro para brigar? Um promotor paraibano acha que achou a solução: assinou com representantes de torcidas organizadas um TAC, Termo de Ajustamento de Conduta, que proíbe palavrões, gestos obscenos e atos de violência. "Acreditamos que xingamentos e músicas com palavras de baixo calão incitam a violência", diz o promotor. Magnífico: quando o jogador de um time acertar a canela do adversário, a torcida deverá gritar algo como "Ei, Fulano, vá tomar caju!" Ou, sempre mantendo a compostura, apesar da dificuldade para marcar o ritmo da frase, "Como está a agenda noturna da senhora sua genitora?" E para festejar, nada mais simples: "Tento! Que momento gozoso!"